As duas se chamam “térmica” e fazem coisas diferentes. Confundir as duas é o motivo mais comum de alguém descobrir, seis meses depois, que a etiqueta da prateleira virou um retângulo cinza ilegível.
Como cada uma funciona
- Térmica direta — o papel é quimicamente sensível ao calor. A cabeça de impressão encosta e o papel escurece sozinho naquele ponto. Não existe tinta, nem ribbon, nem cartucho: a cor sai do próprio papel.
- Transferência térmica — existe uma fita (o ribbon) entre a cabeça e a etiqueta. O calor derrete o material da fita, que gruda na etiqueta. A cor vem da fita, não do papel.
Daí vem tudo o que diferencia as duas, inclusive o defeito mais importante.
O ponto que decide: durabilidade
Etiqueta térmica direta desbota. Sempre. Não é defeito de fabricação nem marca ruim — é a tecnologia funcionando como foi projetada. O que escurece o papel é calor, e calor continua existindo depois que a etiqueta saiu da impressora.
Sol, proximidade de fonte de calor, atrito e simplesmente o tempo vão apagando. Em ambiente interno e sem sol direto, uma etiqueta dessas costuma durar de alguns meses a um ou dois anos. Perto de uma janela ou num galpão quente, bem menos.
A transferência térmica não tem esse problema na mesma medida: a marca é material depositado sobre a etiqueta, não uma reação do papel. Dura anos, e em material sintético aguenta água, atrito e produto químico.
O teste da unha
Dá para descobrir em cinco segundos qual você tem na mão. Raspe a etiqueta com força usando a unha.
- Ficou um risco escuro onde você raspou? É térmica direta. O atrito gerou calor e o papel reagiu.
- Não aconteceu nada? É transferência térmica, ou outro tipo de impressão.
Vale fazer isso antes de comprar rolo em quantidade, e vale fazer no rolo que o fornecedor mandou quando você desconfiar que trocaram.
Custo: o que cada uma cobra
- Térmica direta — um consumível só, o rolo. Impressora mais simples e mais barata. É o que praticamente toda etiquetadora portátil usa.
- Transferência térmica — dois consumíveis, etiqueta e ribbon. Impressora mais cara. Em compensação, a etiqueta crua pode ser mais barata, e o ribbon rende muitas etiquetas.
Para volume pequeno, a térmica direta ganha com folga. Para volume grande e etiqueta que precisa durar, a conta muda — e aí o ribbon deixa de ser custo e vira seguro.
Qual usar em cada caso
| O que você vai etiquetar | Quanto precisa durar | Escolha |
|---|---|---|
| Produto em separação, volume de envio | Dias | Térmica direta |
| Lote e validade de item que gira rápido | Semanas a meses | Térmica direta |
| Identificação de produto no estoque | Meses | Térmica direta, revendo quando apagar |
| Endereço de prateleira e porta-palete | Anos | Transferência térmica |
| Patrimônio, ferramenta, equipamento | Anos | Transferência térmica |
| Qualquer coisa exposta a sol, calor ou químico | Qualquer prazo | Transferência térmica em material sintético |
O erro clássico
É etiquetar endereço de prateleira com térmica direta, porque a etiquetadora portátil que você já tem imprime assim. Funciona lindamente no primeiro dia. Um ano depois, metade do galpão está com endereço ilegível, e refazer tudo custa muito mais do que teria custado comprar certo.
Se você vai de térmica direta no endereço mesmo assim — e é uma decisão razoável quando o orçamento aperta — pelo menos saiba que é temporário, e coloque a refação no radar antes de ela virar emergência.
Leia também: qual tamanho de etiqueta usar · como endereçar um estoque pequeno · NIIMBOT B1 ou D110 · o leitor não lê a sua etiqueta
As fichas de térmica direta que estão no site
Etiqueta térmica 50 × 30 mm (rolo com 230)
Térmica direta, para a linha B1/B21. A ficha declara o desbotamento como limitação.
Impressora de etiquetas NIIMBOT B1
Térmica direta, 50 mm.
Impressora de etiquetas NIIMBOT D110
Térmica direta, meia polegada.
Impressora de transferência térmica ainda não tem ficha aqui. É outra faixa de preço e de uso, e eu só coloco quando puder escrever a ficha com o mesmo critério das outras.
