Não é uma disputa de qualidade. Os dois leem o mesmo código, na mesma velocidade. A pergunta que decide é outra: onde acontece a leitura?
A diferença em uma frase
- Com fio — resolve quando a leitura acontece a um braço de distância do computador.
- Sem fio — resolve quando a leitura acontece longe dele.
Todo o resto são consequências dessa escolha. Quem compra sem fio para usar parado no balcão pagou a mais por um problema que não tinha.
O que o leitor com fio entrega
Ele se comporta como um teclado: você pluga o USB e ele digita o código no campo onde o cursor estiver. Não instala driver, não precisa de software, funciona no seu sistema e funciona numa célula do Excel igual.
- Não tem bateria — e portanto não acaba no meio da conferência.
- Não tem pareamento — e portanto não cai.
- É o mais barato da categoria — a diferença costuma ser grande.
- Limite: o cabo, geralmente entre um metro e meio e dois.
O que o sem fio entrega — e o que ele cobra
A liberdade de ler no caminhão, no fundo do galpão, na prateleira alta. Em troca:
- Bateria para gerenciar — e para lembrar de carregar.
- Conexão que pode cair — e normalmente cai no pior momento.
- Preço maior, às vezes várias vezes maior.
A pergunta que você precisa fazer antes de comprar sem fio: ele guarda as leituras quando sai do alcance?
Leitor sem fio sem memória interna simplesmente perde a leitura feita fora de alcance — sem aviso, sem beep diferente, sem nada. Você descobre no fim do inventário, quando a lista não bate, e não tem como saber o que faltou. Essa única especificação separa o leitor sem fio que serve do que vai te dar trabalho.
Nem todo sem fio é a mesma coisa
- Receptor USB (2,4 GHz) — vem com um pino que você pluga no computador. Comporta-se como o leitor com fio, só que sem cabo: nenhuma configuração, digita direto no campo. É o sem fio mais simples de usar.
- Bluetooth — conecta também a celular e tablet, o que abre uso em inventário com aplicativo. Em compensação, é onde pareamento dá mais dor de cabeça.
Se você quer só cortar o cabo e continuar trabalhando no computador, o receptor USB costuma ser o caminho mais tranquilo. Bluetooth faz sentido quando o celular faz parte da operação.
Resumo da decisão
| Sua situação | O que pega | Por quê |
|---|---|---|
| Balcão, PDV, conferência de entrada na mesa | Com fio | Mais barato, nunca falha, não exige nada de você |
| Precisa andar pelo galpão contando | Sem fio com memória | Sem memória, a contagem some |
| Leitura no computador, mas o cabo atrapalha | Sem fio com receptor USB | Mesma simplicidade do com fio, sem cabo |
| Inventário usando celular ou tablet | Bluetooth | É o único que conecta ao aparelho |
| Uso raro, poucas leituras por semana | Com fio | Não vale pagar mobilidade que você quase não usa |
Um meio-termo que quase ninguém considera
Para operação pequena, existe um arranjo que funciona bem e custa pouco: um leitor com fio fixo no ponto onde a maioria das leituras acontece, com suporte de mesa para ele ler sozinho, e o celular para as leituras ocasionais longe dali — câmera de celular lê código de barras com os aplicativos certos.
Não é tão rápido quanto um leitor sem fio dedicado. Mas se o “longe do computador” acontece duas vezes por semana, isso resolve por uma fração do preço.
Leia também: qual leitor de código de barras comprar · inventário sem parar a operação · quanto custa montar o controle
A ficha que eu tenho hoje
Leitor de código de barras Elgin Flash II (USB, 1D)
O caso com fio deste comparativo. Preço nas duas lojas, limitações e para quem não serve.
Ainda não tenho ficha de leitor sem fio no site. Quando eu tiver uma que passe no critério daqui, ela entra neste texto — e este parágrafo sai.
